Por que se importar com as mudanças climáticas?
Bem mais do que questionar sua origem – natural, antrópica ou uma mistura de ambos, fato é que as mudanças climáticas estão em constante acontecimento e com intensidade cada vez maior: secas, tempestades, inundações, tornados, furacões, ondas de calor na Europa e temperaturas acima de 35 °C no Ártico e na Sibéria, são apenas alguns de seus indícios.
E por que se importar? Porque tudo
se relaciona diretamente conosco e nossas escolhas.
Quando os conceitos de “aquecimento
global” e “mudanças climáticas” começaram a ganhar força, a partir da década de
90, um dos discursos era o de que a Terra iria “acabar”, que a humanidade estaria
condenando o planeta ao não adotar atitudes mais ecológicas ou sustentáveis. Com
o tempo, conceitos da Ecologia e compreensões de que tudo
e todos estão conectados foram se popularizando, ao mesmo tempo que estudos,
reflexões e discussões sobre as alterações no clima se aprofundaram, estabelecendo
que a grande questão a ser resolvida é como enfrentar e vencer as mudanças
climáticas no cerne da sobrevivência humana, desafio nunca visto como
espécie, que se acostumou com horizontes de poucas gerações e pensamentos locais
e regionais.
A Terra possui aproximadamente 4,5 bilhões de anos, passou por inúmeras transformações e mudanças – e continua passando, teve grandes extinções, variadas formas de vida surgiram e evoluíram, enquanto outras tantas desapareceram. A humanidade surgiu há cerca de 350 mil anos (tomada a liberdade de considerar todos os processos evolutivos da espécie moderna), sendo que a partir da Revolução Industrial, ao final do século XVIII, foram causados inúmeros e severos impactos aos ecossistemas, habitats e seres vivos, alterando ambientes num ritmo muito maior do que sua capacidade natural de regeneração e recuperação. Assim, especialistas reconheceram que a humanidade deixou sua marca no planeta, o período geológico chamado de Antropoceno.
As emissões de gases de efeito estufa se deve às mudanças no uso e ocupação do solo – leia-se desmatamentos e incêndios; ao uso de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural em processos industriais, atividades comerciais, geração de energia elétrica e nos meios de transporte; ao tratamento e disposição final de resíduos – incineração, aterros e lixões; e às atividades agropecuárias, em geral.
Atualmente, existem muitas alternativas que não contribuem com as emissões de GEE - ou que contribuem muito pouco, como as fontes hidroelétrica, fotovoltaica, eólica, geotérmica e proveniente da biomassa para geração de energia e calor, o uso de combustíveis menos poluentes, como o Etanol e o Hidrogênio, nos meios de transporte, as ações voltadas para o consumo e descarte conscientes, as determinações de cadeias produtivas mais limpas, com mitigações e até eliminações de impactos negativos.
Mas é preciso mais, muito mais, para que possamos mitigar e se adaptar às mudanças climáticas, que afetam a todos, não importando onde se vive. Diz respeito a mim, a você, as próximas gerações, ao hoje e ao amanhã.
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